Alan pula de alegria ao ver que passou na universade mais desejada da cidade. Todo seu esforço durante os anos valeram a pena. E agora, ele viu a prova disso.
E foi assim, pulando, que Alan chegou em casa.
Ao entrar gritando, o silêncio tomava conta do lugar. Percebeu que tinha algo errado.
Sofá bagunçado, a TV lançada no chão, os móveis quebrados, revistas, tudo jogado. O que havia acontecido?
Foi correndo para o quarto de sua mãe para ver se estava tudo bem.
Não estava, encontrou-a sangrando no tapete. Ao lado, uma faca razoavelmente afiada.
Alan não teve dúvidas. O psicopata do seu pai esteve ali. Teve mais um ataque de machismo. Claro, era sempre o mesmo motivo. Casa bagunçada, almoço frio, mulher trabalhando fora de casa, era inaceitável aos olhos daquele ser imundo.
Ligou para ambulância imediamente e foi avisado:
- Caso grave. Perdeu muito sangue.
Alan temia pelo pior, e queria encontrar seu pai. Mas já era tarde.
Chegando no hospital, depois de uma hora, conseguiu encontrar o médico que ia começar a analisar se seria necessário cirurgia. Hospital público é assim mesmo, demoram para atender e depois dizem sentir muito.
Alan passara em medicina, com intuito de salvar vidas mudar essa realidade que era o caos nos hospitais públicos.
Sua mãe fez a cirurgia, que por sinal foi muito delicada. Por falha técnica, ela tem seus últimos minutos de vida. Tempo suficiente para Alan dizer algumas coisas.
-Mãe, não queria que fosse assim...vou correr atrás do desgraçado que fez isso contigo. E aliás, passei em medicina - disse feliz e abatido.
-Meu filho, acalme-se...tenho e sempre terei muito orgulho de você...não me decepciona mesmo se eu nao estiver aqui, viu ?
- Não decepcionarei...Nunca.
- Tem comida na geladeira, te amo.
Essas foram suas últimas palavras. Depois, o hospital foi tomado por gritos histéricos e desesperados de Alan que sofria com a dor de ver sua mãe indo embora.
Mas seguiu em frente, buscando o culpado por isso até coloca-lo atrás das grades, e poder estudar tranquilamente mesmo sem a ajuda da mãe, na tão sonhada universidade...
26 de novembro de 2010
Mais um dia..
Chovia muito naquele dia, especificamente naquela tarde...e como já imaginava, ficaria vagando por aí, relembrando momentos...
Incrível como a chuva atraía tais pensamentos. Inevitável não lembrar disso...certas palavras jogadas pro alto, nos momentos errados...certas palavras erradas nos momentos certos...foi confuso relembrar.
O que ela queria mesmo é que fosse simples e bonito como as músicas diziam, como as histórias contavam...pena que não foi tão perfeito como imaginou.
Talvez ele tenha errado ao dizer que eram diferentes...talvez ela tenha errado ao dizer que eram diferentes. Quando na verdade, eram tão parecidos...tanto pelo jeito descontraído e indeciso como por simples atitudes.
Mas isso já foi.
Agora, quem está errando ? Cada um aproveitando da forma que quer...ela escolhe a dedo seu novo ''amor'' e ele sai com seus amigos. Nada de extraordinário.
Não importa se está errando atualmente...os dois estão certos. Por não se afundarem novamente nesse relacionamento impossível e sem remoer o passado.
Porém, não remoer o passado, não significa esquecê-lo.Portanto, não finja não saber do que sentiram um pelo outro.
Ele precisa ter a certeza, que cada dia que passa, ela se orgulha por ter decidido de uma vez por todas, viver sem ele. E dar a oportunidade para si mesma de se apaixonar novamente.
Então, não tente voltar atrás.
Afinal, o relógio não parou no tempo.
Incrível como a chuva atraía tais pensamentos. Inevitável não lembrar disso...certas palavras jogadas pro alto, nos momentos errados...certas palavras erradas nos momentos certos...foi confuso relembrar.
O que ela queria mesmo é que fosse simples e bonito como as músicas diziam, como as histórias contavam...pena que não foi tão perfeito como imaginou.
Talvez ele tenha errado ao dizer que eram diferentes...talvez ela tenha errado ao dizer que eram diferentes. Quando na verdade, eram tão parecidos...tanto pelo jeito descontraído e indeciso como por simples atitudes.
Mas isso já foi.
Agora, quem está errando ? Cada um aproveitando da forma que quer...ela escolhe a dedo seu novo ''amor'' e ele sai com seus amigos. Nada de extraordinário.
Não importa se está errando atualmente...os dois estão certos. Por não se afundarem novamente nesse relacionamento impossível e sem remoer o passado.
Porém, não remoer o passado, não significa esquecê-lo.Portanto, não finja não saber do que sentiram um pelo outro.
Ele precisa ter a certeza, que cada dia que passa, ela se orgulha por ter decidido de uma vez por todas, viver sem ele. E dar a oportunidade para si mesma de se apaixonar novamente.
Então, não tente voltar atrás.
Afinal, o relógio não parou no tempo.
3 de novembro de 2010
E quando você dirá adeus?
Definir é bem mais difícil quanto parece. Seja definir um lugar, um momento ou amigo. Você sente, e algo que vem de dentro precisa dar nome a essa sensação.Com você não seria diferente,isso é um fato. É como tentar pegar sua sombra, difícil.
Porque ao mesmo tempo que não faz diferença nenhuma...Eu sinto que há diferença.
Mas eu cansei. Não de te esperar,de me esperar. Aos poucos eu percebi que grande parte de nada ter acontecido,foi por minha culpa. Nada que não soubéssemos desde o início.
Ou melhor, fim. Não tivemos início.
Depois de um tempo, não consegui entender nada. Antes eu entendia, me esforçava para entender. Depois, fui percebendo o seu medo. E nosso medos juntos, não formaram uma força.
Você apagou a vontade... vontade de somente uma coisa... você.
E acendeu novamente... Com seu olhar, ou seu sorriso. Só as palavras foram suficientes.
E agora, apagou...
Enfim, só assim eu realmente vi que mesmo sem querer estava me tornando uma boneca. Uma boneca sua, das suas palavras... ao mesmo tempo, uma boneca do meu sentimento e da ilusão do seu sentimento por mim. A minha parte eu já fiz, ter deixado tudo explicado para você. Hoje, não digo mais nada, não tomo iniciativa nenhuma.
Esperei, e continuarei esperando seu ''Adeus'' para sempre... sem voltar atrás.
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