5 de janeiro de 2012

Pois sim...pois não...

O problema é que não consigo nem pensar na minha vida sem você. Querendo ou não, não posso negar que você chegou devagar e tomou um espaço até então cheio de feridas abertas...Mas o medo ainda me persegue.
Tenho medo...de me apegar mais, de criar conflitos que talvez sejam desnecessários agora, de acontecer coisas indesejáveis, medo do ciúmes, da perda, da compaixão.
Medo das verdades. Esse é o pior de todos que eu sou obrigada a conviver. Acho que quando amamos, felizmente, ou infelizmente, somos obrigados a saber ouvir verdades. São ações imperceptíveis que acabam causando polêmicas. E ah! Se fosse tão fácil resolvê-las...
Foram poucas as vezes que eu não vi solução e pensei em desistir...porém, inúmeras vezes fraquejei pensando que nada daria certo, que estava sonhando alto demais.
Mas ter você nesse tempo, foi tão bom... não queria deixar isso de lado. Ainda não quero. E ao mesmo tempo quero ficar bem, voltar a ser despreocupada e focada nos meus objetivos. E são tantos...garanto que você é um deles. Não queria que estivesse em primeiro lugar, mas é...está.
Se eu pudesse mandar nesses sentimentos (e já achei que podia) diria pra ele não continuar se apaixonando...porque isso causa uma dependência não planejada, uma vontade inconsequente, e um frio na barriga que eu confundo toda hora...não sei se é fome, ou ansiedade por saber que você já ta ''subindo a escada'' pra me encontrar...e também são tantos dias que eu acordo e tomo coragem pra enfrentar tudo por você. Penso nos momentos e também nos planos. Penso nos abraços e carinhos.
Aí, fraquejo ao saber que estou me entregando novamente...
E assim vou levando...esse medo que não me deixa viver, amar, arriscar...


E se deixa, volta a aparecer depois de cinco minutos.
Eu preciso de concessão, de compreensão, de coragem. Mas não quero pela metade.