Olhar demasiadamente para o futuro me preocupa. Relembrar o passado não é totalmente bom, e sentir vontade de mudar o presente é incompreensível. Esses ''tempos'' que eu mesmo entitulei, começam a ser abstratos ao ponto de podermos comparar com os sentimentos. Isso quando eu não misturo os dois assuntos. Vivo questionando o porquê de tanto medo em misturar o racional com o emocional. E de uns tempos pra cá, minhas tentativas desse ''ir levando'' estão dando certo. Com algumas falhas, porém os acertos tem um índice mais alto na minha lista de anseios.
Chegou no ponto x da questão: eu deveria dar continuidade numa coisa que não me faz bem? Penso demais nas proporções que isso vai acabar tomando. Os rumos vão ser entrelaçados e cortá-los de uma vez por todas sairá dolorido por ambas as partes.
É tudo muito complicado quando usamos comparações. Sinto medo, e também tomo coragem. Coragem para deixar tudo que havia planejado pra minha vida e seguir o que eu realmente sinto. Mesmo que eu me arrependa todos os dias por ao menos cinco minutos.
É tão desesperador ver que me joguei num abismo onde não tenho certeza que você me aguentará nos braços. E ainda, pensar que talvez, voltar da onde parti pode ser mais fácil que esperar pela sua iniciativa.
Não duvide do que eu sinto. Porque é sincero, e você sabe. Só não estou preparado para dividir um sentimento onde uma ferida ficará sempre aberta e você nunca perceberá que pode ser a cura da mesma.