
Aconteceu quando ela tinha 11 anos.
Mais criança que nunca, nem ligava pro sentimento dele.
Foi quando depois de alguns meses, percebeu que estava se apaixonando.
Quando resolveu tomar coragem para avisá-lo ele não queria mais.
Sofreu, e não desistiu.
Muito animada com tudo que estava acontecendo se iludiu tanto...O problema deles era a timidez, mesmo com o jeito desinibido dela, perto dele, não sabia como agir.
Com muitas discussões e desapegos, se afastaram.E depois ela dava uma trégua.
Ele realmente a amava e ela , não tinha dúvidas desse amor.
Um pertencia ao outro mesmo nunca tendo nada.
Havia uma torcida pros dois, que aos poucos acabou.Por impaciência.Terminaram apenas os dois, naquele ano, sem nada assumido, apenas com sonhos prometidos.
Passaram-se as férias, e ela sentia muita falta dele.
No outro ano, a mesma coisa. Crises de ciúmes eram diárias, afinal, mesmo sendo tímido,conquistava facilmente a amizade das meninas, que por sinal, gostavam muito dele.
Ele nunca demonstrou ciúme por ela, e ela nunca viu muito problema nisso.
O estilo musical dela, mudou um pouco por causa do estilo musical dele.
Mudanças são boas, né ?
Nesse ano, ela tentou esquecê-lo. Se apaixonou por outros garotos, mas no fundo, sabia que amava apenas um.
Ele, talvez não tinha tentado como ela.
Voltaram atrás, brigaram, recomeçaram, se abraçaram e nunca passou disso.
E durante dois anos, se amaram.
Ocultamente, talvez, mas se amaram.
Ela sempre soube de tudo, que ele era um bom garoto que nunca se apaixonou ou deu em cima de alguma outra garota. No fundo, ela queria mesmo que ele falasse a todo momento que a amava.
Quando eles se separaram, foi difícil, pois eles estavam muito amigos...
Enfim tomaram coragem e finalmente, aconteceu o que sempre desejaram.
E ... Esqueceram, como se tivessem alcançado a meta.
''Meta '' que sempre usavam como desculpa para expor nossos sentimentos.
Nesse ano, ele, se apaixonou por outra garota.
Não havia problema nenhum para ela, pois, ela tinha total consciência que ela não seria a única paixão da vida dele.
Porém, foi como num filme passando pela cabeça dela. Todas as brigas, as juras de amor, as mentiras, as ironias... Tudo.
E o pior é que ele, contava tudo à ela, como se fosse uma comparação...O jeito em que ele conversava com ela, não era mais o mesmo.
Sem timidez alguma agora, extremamente carinhoso e romântico.
Ela não se importou.
Se importou com as coisas que ele dizia à ela, como se ela tivesse sido, sempre a cobaia.
Primeiro amor não é a mesma coisa que cobaia.
Esse sim é o ódio real dela. Ter sido sempre, para ele, a cobaia.
Não era necessário dizer a palavra em si, bastava analisar os fatos e ela percebeu como foi tola.
Obviamente ele nunca percebera, mas ela sim.
Sentiu nojo dele.
Sim, nojo mesmo não estando mais com ele.
Todos duvidaram que ela não sentia mais nada por ele. Mas realmente, ela não sentia mais nada.
A dúvida que não se cala é somente uma.
Chamasse de ciúme, dor de cotovelo. Ela chamaria de remorso.
Aliás, ela não sabe certamente como chamar tudo isso. Só sabe que não guarda lembranças boas dele.
A culpa disso tudo talvez seja dela por se importar ainda com o que ele faz ou deixa de fazer.
Ela não parou a vida dela, mas viu, escutou, leu, e não tem como negar que isso não mexa com ela.
The end.
Um grande amor, será sempre um grande amor.
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