22 de julho de 2010

Um dia comum aos olhos dos outros.


Você ultrapassou o sentimento virtual que já existiu.
Suas palavras me aconselhavam e você se tornou um amigo para mim. Lia suas dúvidas amorosas e quem sabe até um arrependimento.
Teve posse de um amor infinito, foi prisioneiro desse por um tempo.
Quando te vi chegando, no meio dos seus amigos, tive a leve impressão de que daríamos certo.
Tão novo, e tão maduro ao mesmo tempo, mais imprevisível impossível.
Aos poucos fomos tomando liberdade um com o outro e não havia problema algum nisso.
Talvez a pessoa errada tenha conversado conosco naquele dia, mas isso não impediu que o meu desejo insaciável, que era concretizar o meu sonho.
Quem poderia imaginar que o lugar perfeito para realização desse sonho seria ali ?
No muro de um cemitério ?
Um beijo doce e devagar que jamais esquecerei...Quando sonhei com tal, acabou dando errado por pessoas que apareceram e estragaram tudo...Por isso que não costumo acreditar em sonhos...
Só acredito nos sonhos que sinto poder torna-los reais.
E você foi um desses sonhos.
Um dia comum aos olhos dos outros, mas não aos meus olhos.

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